A História do surf em Itacaré Data: 22 de Fevereiro de 2009
(por Guiga Matos)
A grande Meca dos surfistas baianos, Itacaré nasceu para o surf com a ida de surfistas de Salvador e Ilhéus em meados dos anos 70 para lá. Todos eles imbuídos do espírito de aventura e sonhos próprios daquela década. Dirceu e Pauletti de Ilhéus, Cly Lolly, Ronaldo Fadul, Nilsinho Cabeludo ou Kid Morangueira, Miquita, Paulinho Magulu, Jorge Pisca, Gringo, Corró, Tadeu Abelha, Alberto Zumbi e poucos outros de Salvador, guardaram durante anos o paraíso baiano do surf. Para a grande maioria que não conhecia o lugar, Itacaré não passava de uma localidade de pescadores de difícil acesso e que talvez desse ondas. Não havia razão de se aventurar em 57km de estrada de barro esburacada. Mas para a galera que já freqüentava os picos, Itacaré era o verdadeiro sonho transformado em realidade. Não era só pela ondas e também pela hospitalidade do lendário seo Joaquim (que Deus o tenha) em sua casinha na praia d o Costa, mas também pelos intermináveis banhos de cachoeiras, praias desertas, mata atlântica intocada, céu e lua inigualáveis devido a ausência de luz elétrica, comida farta e barata. Enfim, tudo que qualquer ser humano normal pode almejar: PAZ.
O tempo foi passando, mais e mais pessoas começaram a freqüentar Itacaré, a boa nova ia se espalhando, o crowd aumentando e... o progresso chegou.
O ainda paraíso do surf baiano foi rapidamente transformado em Surf City: campeonatos, crowd, infra-estrutura turística, Luz elétrica, telefones, facilidade de acesso e tudo mais que qualquer município tem direito.
O "tempo é o senhor da razão" esta triste frase já pronunciada por uma certa pessoa de nome impronunciável, retrata como o tempo tratou de desfazer os sonhos de uns e fazer os sonhos de outros tantos. Itacaré hoje, como dito no parágrafo anterior, uma importante cidade para o surf moderno: Bons surfistas locais com destaque para o filho de Fadul, Orígenes e Ongos Araújo; surf lanche, surf camp, surf trip, surf surf.
Itacaré, graças a Deus, dá altas ondas e a natureza com suas matas, rios e cachoeiras insistem em resistir a tal da razão.